O amor é fundamentalmente um sentimento ideal, abstracto que, não raras vezes, se dilui e esvai na passagem ao concreto. Desapareceste num tempo que eu posso dizer que ainda te amo e aí o paradoxo da separação: amar e sofrer. O que significa que o meu amor por ti permanecerá ainda (como ideal e abstracto), sem erosão do tempo. Tivesses permanecido um pouco mais e não teria agora, provavelmente, uma coisa nem outra; que é o que imagino que se passa contigo. Porque não foi, comigo, este amor mais volúvel e fátuo? Enfim, caso para dizer que eu deveria ter usado taxas de amortização mais aceleradas... É tudo uma questão de ritmo e de sintonia, neste caso de falta dela.
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Wednesday, April 14, 2010
Thursday, January 17, 2008
Estrela da Tarde
Carlos do Carmo interpreta Estrela da Tarde, um poema extraordinário de José Carlos Ary dos Santos, que recordamos aqui na passagem do 24ºaniversário da morte do poeta.
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