Dedicated to somebody special ... she knows
This day and age we're living in
Gives cause for apprehension
With speed and new invention
And things like fourth dimension.
Yet we get a trifle weary
With Mr. Einstein's theory.
So we must get down to earth at times
Relax relieve the tension
And no matter what the progress
Or what may yet be proved
The simple facts of life are such
They cannot be removed.
You must remember this
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by.
And when two lovers woo
They still say, "I love you."
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by.
Moonlight and love songs
Never out of date.
Hearts full of passion
Jealousy and hate.
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny.
It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.
Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by.
© 1931 Warner Bros. Music Corporation, ASCAP
Saturday, November 25, 2006
Tuesday, November 21, 2006
Amor é o olhar total, que nunca pode - Fiama Hasse Pais Brandão
Amor é o olhar total, que nunca pode
ser cantado nos poemas ou na música,
porque é tão-só próprio e bastante,
em si mesmo absoluto táctil,
que me cega, como a chuva cai
na minha cara, de faces nuas,
oferecidas sempre à àgua.
Fiama Hasse Pais Brandão
ser cantado nos poemas ou na música,
porque é tão-só próprio e bastante,
em si mesmo absoluto táctil,
que me cega, como a chuva cai
na minha cara, de faces nuas,
oferecidas sempre à àgua.
Fiama Hasse Pais Brandão
Sunday, November 19, 2006
Saturday, November 11, 2006
Friday, November 10, 2006
Monday, November 06, 2006
Desejos - Ivaldo Gomes
De tanto desejos
Desejei...
Que foge a mim
O discernimento...
Neste momento, só sinto,
Só sou.
Que se dane as
Convenções...
As boas e más
Intenções.
Que brote em
Mim os desejos.
E os beijos
Que sejam dados,
Roubados,
De ti.
E o fogo tome
Conta de nós.
E os nós sejam
Atados, apertados,
Nos desejos,
Nos beijos,
De nós dois.
E seja,
Enfim.
Os desejos
Saciados.
Pois o que
Tenho de melhor
Hoje são os desejos,
Que sinto, que me
Permito ter.
Desejei...
Que foge a mim
O discernimento...
Neste momento, só sinto,
Só sou.
Que se dane as
Convenções...
As boas e más
Intenções.
Que brote em
Mim os desejos.
E os beijos
Que sejam dados,
Roubados,
De ti.
E o fogo tome
Conta de nós.
E os nós sejam
Atados, apertados,
Nos desejos,
Nos beijos,
De nós dois.
E seja,
Enfim.
Os desejos
Saciados.
Pois o que
Tenho de melhor
Hoje são os desejos,
Que sinto, que me
Permito ter.
Saturday, November 04, 2006
Os Pêssegos - Eugénio de Andrade
Monday, October 30, 2006
Aquela noite de beijos e carícias indecisas - Adolfo Casais Monteiro
Aquela noite de beijos e carícias indecisas...
Amaste-me talvez nesses momentos - só nesses momentos...
Aquele recanto de aldeia esquecido no meio da cidade,
a noite perfeita,
a paz imensa daquela hora breve
- essa indizível magia de certas noites imensas...
Sim, amaste-me talvez nesses breves momentos
Em que fomos apenas a Mulher e o Homem
- tu, liberta da tortura de analisar sem fim
os teus sentimentos por este e por aquele;
eu, capaz por uma vez de não pensar os meus gestos
e tendo apenas a voz do mais obscuro instinto.
A natureza em volta aniquilava as nossas biografias,
e não havia senão a extática presença da terra e dos astros,
e perdidos nela, nós, tão pobres, tão abandonados,
purificados de toda a nossa miséria,
tão Eva e Adão antes da maçã comida,
nós, vivos em nossa carne bem humana,
tecendo nas linhas embriagadas das nossas carícias
o véu que nos escondia a memória dos outros.
Que importam as palavras que dissemos,
as juras que fizemos!
Que nesse momento, em cada um de nós,
as palavras do outro eram já sabidas antes de ser ditas,
e o tumulto dos nossos corpos,
e o tumulto das nossas almas,
e a maré viva da nossa perfeita comunhão,
e o espraiar-se da nossa ternura sobre o mundo,
eram a única Palavra que valia!
Adolfo Casais Monteiro
In 366 poemas que falam de amor
uma antologia organizada por
Vasco Graça Moura, Quetzal Editores
Amaste-me talvez nesses momentos - só nesses momentos...
Aquele recanto de aldeia esquecido no meio da cidade,
a noite perfeita,
a paz imensa daquela hora breve
- essa indizível magia de certas noites imensas...
Sim, amaste-me talvez nesses breves momentos
Em que fomos apenas a Mulher e o Homem
- tu, liberta da tortura de analisar sem fim
os teus sentimentos por este e por aquele;
eu, capaz por uma vez de não pensar os meus gestos
e tendo apenas a voz do mais obscuro instinto.
A natureza em volta aniquilava as nossas biografias,
e não havia senão a extática presença da terra e dos astros,
e perdidos nela, nós, tão pobres, tão abandonados,
purificados de toda a nossa miséria,
tão Eva e Adão antes da maçã comida,
nós, vivos em nossa carne bem humana,
tecendo nas linhas embriagadas das nossas carícias
o véu que nos escondia a memória dos outros.
Que importam as palavras que dissemos,
as juras que fizemos!
Que nesse momento, em cada um de nós,
as palavras do outro eram já sabidas antes de ser ditas,
e o tumulto dos nossos corpos,
e o tumulto das nossas almas,
e a maré viva da nossa perfeita comunhão,
e o espraiar-se da nossa ternura sobre o mundo,
eram a única Palavra que valia!
Adolfo Casais Monteiro
In 366 poemas que falam de amor
uma antologia organizada por
Vasco Graça Moura, Quetzal Editores
Saturday, October 28, 2006
Sunday, October 22, 2006
Friday, October 20, 2006
Poema de amor - Natércia Freire
Teu rosto, no meu rosto, descansado.
Meu corpo, no teu corpo, adormecido.
Bater de asas, tão longe, noutro tempo,
sem relógio nem espaço proibido.
Oh, que atónitos olhos nos contemplam,
nos sorriem, nos dizem: Sossegai!
Românticos amante, viajantes eternos,
olham por nós na hora que se esvai!
Que música de prados e de fontes!
Que riso de águas vem para nos levar?
Meu rosto, no teu rosto de horizontes,
Meu corpo, no teu corpo, a flutuar.
Natércia Freire
Meu corpo, no teu corpo, adormecido.
Bater de asas, tão longe, noutro tempo,
sem relógio nem espaço proibido.
Oh, que atónitos olhos nos contemplam,
nos sorriem, nos dizem: Sossegai!
Românticos amante, viajantes eternos,
olham por nós na hora que se esvai!
Que música de prados e de fontes!
Que riso de águas vem para nos levar?
Meu rosto, no teu rosto de horizontes,
Meu corpo, no teu corpo, a flutuar.
Natércia Freire
Monday, October 16, 2006
Thursday, October 12, 2006
Wednesday, October 11, 2006
Não tinha - Ângelo de Lima
Narcisos foto de Michela Grimal
Não tinha esse perfume, dos Narcisos!...
Nem o calor fervente dos Abraços!...
Aquela, a quem um dia abri os braços
- Que me encantava a alma de sorrisos!...
- Vi seus olhos, então!... - os lagos lisos
Não são mais cristalinos... nem mais frios!...
- Pobres Almas de Moços... - Balbucios
E Inocentes! - e Ínscios!... e Indecisos!!!...
Monday, October 09, 2006
Ideal - Antero de Quental
Circe Offering the Cup to Ulysses
Aquela que eu adoro não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas,
Da antiga Vénus de cintura estreita...
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortais entre ruínas,
Nem a Amazonas, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita...
A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...
É como uma miragem que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
Antero de Quental
Sunday, October 08, 2006
Saturday, October 07, 2006
Ternura - David Mourão-Ferreira
Desvio dos teus ombros o lençol,
Que é feito de ternura amarrotada,
Da frescura que vem depois do sol,
Quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te lentamente,
E é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira
retirado de Antologia de Poesia Portuguesa
Erótica e Satírica - Natália Correia,
Antígona, Frenesi
Que é feito de ternura amarrotada,
Da frescura que vem depois do sol,
Quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te lentamente,
E é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira
retirado de Antologia de Poesia Portuguesa
Erótica e Satírica - Natália Correia,
Antígona, Frenesi
Thursday, October 05, 2006
An afternoon - Raymond Clevie Carter
As he writes, without looking at the sea,
he feels the tip of his pen begin to tremble.
The tide is going out across the shingle.
But it isn't that. No,
it's because at that moment she chooses
to walk into the room without any clothes on.
Drowsy, not even sure where she is
for a moment. She waves the hair from her forehead.
Sits on the toilet with her eyes closed,
head down. Legs sprawled. He sees her
through the doorway. Maybe
she's remembering what happened that morning.
For after a time, she opens one eye and looks at him.
And sweetly smiles.
Raymond Clevie Carver
he feels the tip of his pen begin to tremble.
The tide is going out across the shingle.
But it isn't that. No,
it's because at that moment she chooses
to walk into the room without any clothes on.
Drowsy, not even sure where she is
for a moment. She waves the hair from her forehead.
Sits on the toilet with her eyes closed,
head down. Legs sprawled. He sees her
through the doorway. Maybe
she's remembering what happened that morning.
For after a time, she opens one eye and looks at him.
And sweetly smiles.
Raymond Clevie Carver
Monday, October 02, 2006
Subscribe to:
Posts (Atom)







