Sunday, April 22, 2007
Thursday, March 29, 2007
Sunday, March 25, 2007
Tuesday, March 13, 2007
Episódios avulsos de um amor ardente - V
Saturday, March 10, 2007
Sunday, February 25, 2007
Thursday, February 22, 2007
Tuesday, February 20, 2007
Hoje que a tarde é calma e o céu tranquilo - Fernando Pessoa
Hoje que a tarde é calma e o céu tranqüilo,
E a noite chega sem que eu saiba bem,
Quero considerar-me e ver aquilo
Que sou, e o que sou o que é que tem.
Olho por todo o meu passado e vejo
Que fui quem foi aquilo em torno meu,
Salvo o que o vago e incógnito desejo
De ser eu mesmo de meu ser me deu.
Como a páginas já relidas, vergo
Minha atenção sobre quem fui de mim.
E nada de verdade em mim albergo
Salvo uma ânsia sem princípio ou fim.
Como alguém distraído na viagem,
Segui por dois caminhos par a par.
Fui com o mundo, parte da paisagem;
Comigo fui, sem ver nem recordar.
Chegado aqui, onde hoje estou, conheço
Que sou diverso no que informe estou.
No meu próprio caminho me atravesso.
Não conheço quem fui no que hoje sou.
Serei eu, porque nada é impossível,
Vários trazidos de outros mundos, e
No mesmo ponto espacial sensível
Que sou eu, sendo eu por 'star aqui?
Serei eu, porque todo o pensamento
Podendo conceber, bem pode ser,
Um dilatado e múrmuro momento,
De tempos-seres de quem sou o viver?
1.8.1931
Fernando Pessoa
E a noite chega sem que eu saiba bem,
Quero considerar-me e ver aquilo
Que sou, e o que sou o que é que tem.
Olho por todo o meu passado e vejo
Que fui quem foi aquilo em torno meu,
Salvo o que o vago e incógnito desejo
De ser eu mesmo de meu ser me deu.
Como a páginas já relidas, vergo
Minha atenção sobre quem fui de mim.
E nada de verdade em mim albergo
Salvo uma ânsia sem princípio ou fim.
Como alguém distraído na viagem,
Segui por dois caminhos par a par.
Fui com o mundo, parte da paisagem;
Comigo fui, sem ver nem recordar.
Chegado aqui, onde hoje estou, conheço
Que sou diverso no que informe estou.
No meu próprio caminho me atravesso.
Não conheço quem fui no que hoje sou.
Serei eu, porque nada é impossível,
Vários trazidos de outros mundos, e
No mesmo ponto espacial sensível
Que sou eu, sendo eu por 'star aqui?
Serei eu, porque todo o pensamento
Podendo conceber, bem pode ser,
Um dilatado e múrmuro momento,
De tempos-seres de quem sou o viver?
1.8.1931
Fernando Pessoa
Friday, February 16, 2007
Saturday, February 10, 2007
Gostoso demais - Maria Bethânia
Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é q'eu posso fazer
Saturday, January 20, 2007
Episódios avulsos de um amor ardente - IV
Ela: Não sei o que hei-de fazer contigo.
Ele: Ai não?! Pois eu sem bem o que fazer contigo.
Ela: Ah sim?
Ele: Não sei é o que fazer sem ti...
Ele: Ai não?! Pois eu sem bem o que fazer contigo.
Ela: Ah sim?
Ele: Não sei é o que fazer sem ti...
Wednesday, January 17, 2007
Aniversário - F.S.
Vinte e nove primaverascompletas hoje, sem contar,
porque o tempo não tem esperas
corre sempre sem cessar.
Outros anos virão mais:
muitas rosas, alguns espinhos...
Que as aves construam os ninhos;
que o barco regresse ao cais.
Que aprecies a paisagem,
as coisas simples e belas...
Porque a vida é uma viagem,
quadros pintados sem telas.
Que os Estios sejam brandos,
os Invernos bem amenos;
que os cadilhos sejam pequenos,
que as aves voem em bandos.
Muitas alegrias, poucos desgostos,
na tua vida aconteçam...
Que brilhem os olhos nos rostos
e lindas flores floresçam.
Ah! E que nunca te falte o amor!
Que é a coisa melhor do mundo.
Que saibas cantar de cor
esse sentimento profundo.
São estes os meus desejos,
que na minha letra te expresso.
E p'ra que tudo fique em verso,
dou-te miminhos, dou-te beijos.
Musa - Miguel Torga
Se vens, perco a razãp
E digo o que não quero.
Se não vens, desespero
E gasto o coração
A desejar-te.
Ah, como é difícil a arte
De te ser fiel!
E como é cruel
A tua tirania!
Noite e dia
Pregado
A um madeiro sagrado
De amargura.
Duramente sujeito,
Ou então contrafeito
Na minha liberdade sem loucura.
Miguel Torga (Adolfo Correia da Rocha) (n. em São Martinho de Anta, Sabrosa a 12 Ago 1907; m. em Coimbra a 17 de Jan. de 1995).
E digo o que não quero.
Se não vens, desespero
E gasto o coração
A desejar-te.
Ah, como é difícil a arte
De te ser fiel!
E como é cruel
A tua tirania!
Noite e dia
Pregado
A um madeiro sagrado
De amargura.
Duramente sujeito,
Ou então contrafeito
Na minha liberdade sem loucura.
Miguel Torga (Adolfo Correia da Rocha) (n. em São Martinho de Anta, Sabrosa a 12 Ago 1907; m. em Coimbra a 17 de Jan. de 1995).
Sunday, January 07, 2007
Sunday, December 31, 2006
RECIPE FOR A HAPPY NEW YEAR
Take twelve whole months.
Clean them thoroughly of all bitterness,
hate, and jealousy.
Make them just as fresh and clean as possible.
Now cut each month into twenty-eight, thirty, or thirty-one different parts,
but don't make up the whole batch at once.
Prepare it one day at a time out of these ingredients.
Mix well into each day one part of faith,
one part of patience, one part of courage,
and one part of work.
Add to each day one part of hope,
faithfulness, generosity, and kindness.
Blend with one part prayer, one part meditation,
and one good deed.
Season the whole with a dash of good spirits,
a sprinkle of fun, a pinch of play,
and a cupfull of good humor.
Pour all of this into a vessel of love.
Cook thouroughly over radient joy,
garnish with a smile,
and serve with quietness, unselfishness,
and cheerfulness.
You're bound to have a happy new year.
Clean them thoroughly of all bitterness,
hate, and jealousy.
Make them just as fresh and clean as possible.
Now cut each month into twenty-eight, thirty, or thirty-one different parts,
but don't make up the whole batch at once.
Prepare it one day at a time out of these ingredients.
Mix well into each day one part of faith,
one part of patience, one part of courage,
and one part of work.
Add to each day one part of hope,
faithfulness, generosity, and kindness.
Blend with one part prayer, one part meditation,
and one good deed.
Season the whole with a dash of good spirits,
a sprinkle of fun, a pinch of play,
and a cupfull of good humor.
Pour all of this into a vessel of love.
Cook thouroughly over radient joy,
garnish with a smile,
and serve with quietness, unselfishness,
and cheerfulness.
You're bound to have a happy new year.
Friday, December 29, 2006
Miminhos para o corpo também fazem bem à alma
Para terminar bem o ano de 2006 e começar melhor o de 2007. Não se preocupe com as calorias e com o que come entre o Natal e o Ano Novo. Preocupe-se com o que come entre o Ano Novo e o Natal...
Saturday, December 23, 2006
Wednesday, December 13, 2006
Episódios avulsos de um amor ardente - III
SHE: You are Mr. Six esses.
HE: Why?
SHE: You are sexy, seductive, sensational, sensual, smashing and absolutely, inquestionably stunning
HE: Oh!... I only have one D for you. You are absolutely delicious.
HE: Why?
SHE: You are sexy, seductive, sensational, sensual, smashing and absolutely, inquestionably stunning
HE: Oh!... I only have one D for you. You are absolutely delicious.
Friday, December 08, 2006
Episódios avulsos de um amor ardente - II
Ela: Dá-me a tua mão ... Ah! Ela é apena um pouco maior que as minhas. Estou a fazer uma sande (colocando a mão dele esticada entre as duas dela)
Ele: Pois. Uma sande de pão com pão.
Ela: As minhas são pão de leite.
Ele: A minha é pão integral.
E o episódio termina com eles beijando-se.
Ele: Pois. Uma sande de pão com pão.
Ela: As minhas são pão de leite.
Ele: A minha é pão integral.
E o episódio termina com eles beijando-se.
Friday, December 01, 2006
Episódios avulsos de um amor ardente - I
Hoje anunciamos a edição da primeira blogonovela Mundial, aqui no Miminhos.
Não tem periodicidade regular. Mas os episódios são divulgados em função da sua ocorrência ou da imaginação do autor.
Primeiro Episódio
Ela: Está a chover. Não queres vir ao cinema?
Ele: Pode ser. Mas olha! Não preferes antes vir fazer um filme?
Não tem periodicidade regular. Mas os episódios são divulgados em função da sua ocorrência ou da imaginação do autor.
Primeiro Episódio
Ela: Está a chover. Não queres vir ao cinema?
Ele: Pode ser. Mas olha! Não preferes antes vir fazer um filme?
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